Renda em metade dos domicílios de São Mateus e Sapopemba é no máximo 2 salários mínimos

Em território com média de 4 pessoas por domicílio, pessoas vivem com renda inferior à 2 salários mínimos

Por Wallace Morais

Quase metade das famílias em São Mateus e Sapopemba vivem com no máximo 2 salários mínimos. Foto: Wallace Morais

 

A população de São Mateus e Sapopemba vive em média com R$ 2 mil reais por mês, dividindo este vencimentos por domicílio. É o que aponta a Pesquisa Indicadores de Território, onde 46% da pessoas entrevistadas dizem se manter com no máximo 2 salários mínimos em suas residências. Tal quadro mostrar a situação econômica precária em que os moradores destes territórios vivem. Com média de 4 moradores por habitação, índice apontado pela mesma pesquisa, o morador de São Mateus e Sapopemba sobrevive com R$ 500 reais mensalmente para custear habitação, transporte, alimentação, saúde, segurança e lazer, dentre outras necessidades básicas de todo cidadão.

Este dado é alarmante, visto que a pesquisa é realizada em dois dos bairros com maiores indicadores de vulnerabilidade da cidade de São Paulo. Em um espaço de extrema exclusão social, proveniente de uma desigualdade de oportunidades, construído à partir da marginalização da classe trabalhadora, explorada desde os tempos coloniais, tal fator econômico ainda persiste a nos retratar a manutenção do controle social através da baixa renda nas periferias.

 

Renda domiciliar em São Mateus e Sapopemba. Reprodução: CCP Santa Úrsula/Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto

 

Aliado à crise econômica e política em que nosso país custa atravessar, políticas públicas que não ofertam perspectivas de geração de renda à população vulnerabilizada e a inserção de novas formas de precarização dos meios de produção, os indicadores de território constatam uma dura realidade de nosso povo.

Como possibilidade de sobrevivência à este estado caótico, estão os modelos de cooperativas e economia solidária, onde trabalhadores aliam-se para ofertar produtos e serviços de baixo custo, porém essenciais para a continuidade da vida nas comunidades e que suportem o fardo do desemprego e informalidade, na espera de mudanças econômicas e políticas que atendam suas reais necessidades.

 

 

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