painel de controle e impacto
Quer acompanhar o desempenho do Vozes e demais parceiros sociais na luta contra a Covid-19?
Clique no link e confira nossos resultados em tempo real!
Postado por Acsa Tayane
25/11/2020

Manual da Quarentena

Como lidar com as crianças na quarentena utilizando o espaço e tempo de forma lúdica
Muitos pais estão confusos e não sabem como lidar com as crianças na quarentena. É claro que cada ambiente familiar tem suas peculiaridades, mas existem algumas recomendações gerais que podem ajudar. Em entrevista ao nosso site, a psicóloga Cida Coutinho deu algumas dicas para que pais e filhos possam melhorar este convívio. Confira!
Diminua as exigências e a autocobrança
Não é hora de perfeccionismo, a atual situação pede flexibilidade. Tanto pais como filhos devem estar dispostos a verem as coisas de uma forma mais leve, é importante pensar e cuidar somente do que é, de fato, essencial. Comunique-se com outros, fale e escute, divida as angústias, as boas notícias e, principalmente, respeite os limites uns dos outros.
Intercale rotina e lazer
Faça um planejamento familiar, adeque as tarefas de acordo com a idade de cada criança. Estabeleça horários para brincar, organizar os brinquedos, comer, tomar banho, assistir televisão e claro, para estudar e fazer as atividades escolares. Além disso, é importante ter um tempo para o lazer em conjunto, ou seja, a família reunida.

- Ah, vamos maratonar uma série?

- Oba! Então eu faço a pipoca.

- Vamos jogar? Vamos cantar?

Bom... essas são apenas algumas das inúmeras atividades que podem ser feitas em família. Para a psicóloga Cida Coutinho, essas estratégias ajudam a melhorar o convívio em família e ameniza possíveis situações de estresse.
Atividades Físicas
Ficar em casa com o bumbum no sofá ou na cadeira não dá, né? É preciso mexer o esqueleto! Os exercícios físicos oferecem diversos benefícios para a criançada, dentre eles está o fortalecimento dos ossos, músculos e articulações, a promoção do crescimento e o desenvolvimento saudável. Além de contribuir para a coordenação motora e concentração nos estudos, os exercícios ajudam na liberação do hormônio da alegria.
Você deve estar se perguntando: como fazer atividades físicas se estamos presos dentro de casa?

E nós respondemos… Nada que uma boa imaginação e um bom improviso não resolva. Afinal de contas, brincar é mais simples do que se imagina e o uso de pequenos utensílios domésticos podem proporcionar experiências incríveis.

E papais, bora entrar também na onda da criançada? Independentemente da idade, a atividade física é essencial para todos e quando feita em conjunto, garante uma melhora significativa no relacionamento familiar.
Evite o uso desenfreado das tecnologias
As telas não são inimigas, mas é preciso usar com consciência. “O uso excessivo prejudica a atenção, concentração, capacidade de raciocínio, causa prejuízo na visão e problemas de postura, já que a criança não senta de forma adequada. Além disso a tecnologia cria um mundo paralelo em que a criança perde a noção da realidade”, comenta a psicóloga. Para isso, dê limites quanto ao uso da tecnologia e busque introduzir na rotina dos pequenos atividades lúdicas como a leitura, pintura, desenho, músicas, teatrinhos, brincadeiras e jogos.
Quando procurar ajuda psicológica?
A ajuda psicológica é válida tanto para os pais como para os pequenos. A irritabilidade, a diminuição da paciência com as pessoas que os cercam e a falta de interesse pelo que está acontecendo a sua volta são sinais importantes para procurar a ajuda profissional e os psicólogos são grandes aliados! Não hesite em procurar um caso você perceba que as coisas estão muito difíceis de lidar neste período de quarentena.
Compartilhe nosso conteúdo!
notícias relacionadas
Mikaelly, 16 anos
Mikaelly, 16 anos, é aluna de qualificação do Vozes das Periferias. Em 2019, se formou no curso de Arquitetura e foi convidada, junto com outros 3 colegas de classe, a criar o projeto de reforma do nosso escritório. O espaço passou por uma grande mudança e hoje conseguimos utilizar muito melhor nossas salas.A jovem também realizou outros cursos da área de tecnologia e comunicação, e seu crescimento está sendo muito maior do que o esperado."O Vozes é uma escada para as realizações do meu sonho. Lá eu aprendi que para você vencer tem que ter, acima de tudo, garra".Mika também é voluntária de operações gerais e nos auxilia em nossas atividades de esporte, cultura e qualificação profissional. Sem dúvidas, essa jovem sonhadora ainda vai conquistar o mundo.
Luiz Alberto, 20 anos
Luiz foi aluno do curso de Gestão de Projetos, em parceria com a Comparex, em 2018. A dedicação do jovem durante as aulas o fez estar entre os melhores, concorrendo por uma vaga de emprego na empresa apoiadora."Participar deste curso foi um divisor de águas em minha vida profissional e pessoal, porque lá eu e meus colegas aprendemos muito mais do que as práticas de gestão de projetos, nós aprendemos valores que levaremos para a vida como o #TamoJunto e o #VaiKida".Hoje, Luiz trabalha na SoftwareONE, antiga Comparex, onde cresce a cada dia junto com profissionais qualificados e trilha a sua carreira. Sem dúvidas, essa oportunidade mudou a vida do jovem e abriu diversas portas, transformando sua história e a de sua família.
Kelvin, 8 anos, e Kelveson, 11
Os irmãos Kelvin, 8 anos, e Kelveson, 11, são alunos da oficina de Dança de Rua do Vozes das Periferias e dão um show de talentos.Os b-boys fazem da arte a força para superar qualquer dificuldade e só abaixam a cabeça se for um passo da dança. Eles se dedicam a aprender e a serem melhores a cada dia, desde o hip hip até o passinho do funk. Os meninos ainda se apresentam em locais como a Av. Paulista e estações do metrô, mostrando que a favela é potência e cultura de rua pode chegar onde quiser.
Kayrone, 15 anos
Kayrone, 15 anos, é aluna da oficina de Jiu Jitsu do Vozes das Periferias e voluntária do projeto auxiliando os mais novos durante a aula. Desde o início se mostrou muito interessada e pró-ativa, querendo aprender sempre mais. A princípio seu objetivo era usar o esporte como uma forma de autodefesa, já que os casos de violência contra mulher estão cada vez maiores. Mas com o tempo foi se encantando e trazendo o Jiu Jitsu para vida."O que eu mais gosto no jiu é que independente da sua faixa ou tempo de treino todos se ajudam e crescem juntos".Hoje, Kayrone treina na Academia Nova União SP Mooca, onde ganhou uma bolsa graças a ponta feita pelo atleta e professor Erick Silva.Sua força e garra representa a classe feminina das favelas. Voe alto!