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Postado por JANAÍNA DANTAS
05/05/2021

Líderes comunitários lutam diariamente para mostrar que favela é potência

05 de maio é comemorado o Dia do Líder Comunitário. Data foi criada para homenagear aqueles que usam sua voz para representar outras pessoas
Hoje, 05 de maio, é comemorado o Dia do Líder Comunitário. A data foi instituída a partir do decreto de Lei nº 11.287/2006 e visa homenagear aqueles que usam sua voz para representar outras pessoas. Assim, os líderes comunitários são figuras que inspiram e que estão sempre na luta para despertar o melhor do próximo e mudar não apenas a sua comunidade, o lugar que mora, mas o mundo, pois eles sonham grande.

O vozes das Periferias também começou a partir de um sonho de um líder nato: Cesar Gouveia. Em 2013, o atual CEO e fundador do Instituto cursava a faculdade de jornalismo e era morador da favela da Vila Prudente. Ao perceber que sua família e todos as outras pessoas da comunidade corriam o risco de terem suas casas demolidas devido às obras da linha 15 Prata do Monotrilho, ele criou um um portal de comunicação chamado Vozes da Vila Prudente para tentar buscar respostas do poder público ao mesmo tempo que informava os moradores de tudo que estava acontecendo.

Desde sua fundação, o Instituto já passou por muitos obstáculos, mas nada barrou Cesar, como bom líder que é. Com novas frentes, como cultura, esporte, qualificação profissional e geração de renda, o Vozes tem impactado a vida de milhares de pessoas. Em 2020, mais de 12 mil famílias foram beneficiadas com o nosso apoio em ações humanitárias, foram feitos mais de 2 mil atendimentos em cultura e esporte e mais de 150 pessoas foram qualificadas em cursos como vendas, maquiagem e programação.

Sobre as características para ser um bom líder, ele revela: “São várias, mas fundamentalmente precisa se ter resiliência, inspiração em alta sempre e o desejo de fazer o bem para todas as pessoas. O restante eu acho que são características secundárias. Gestão, organização, entre outros, são treináveis.

Durante sua trajetória, Cesar conta ainda que se inspirou em alguns nomes como Eduardo Lyra, CEO e fundador da Rede Gerando Falcões; Carlos Jorge, fundador e idealizador do Instituto Mandaver; Rene Silva, Fundador do jornal comunitário Voz das Comunidades; e Mônica Tarrago fundadora e diretora do Ballet Paraisópolis.


Leandro Silva
Hoje, 05 de maio, é comemorado o Dia do Líder Comunitário. A data foi instituída a partir do decreto de Lei nº 11.287/2006 e visa homenagear aqueles que usam sua voz para representar outras pessoas. Assim, os líderes comunitários são figuras que inspiram e que estão sempre na luta para despertar o melhor do próximo e mudar não apenas a sua comunidade, o lugar que mora, mas o mundo, pois eles sonham grande.

O vozes das Periferias também começou a partir de um sonho de um líder nato: Cesar Gouveia. Em 2013, o atual CEO e fundador do Instituto cursava a faculdade de jornalismo e era morador da favela da Vila Prudente. Ao perceber que sua família e todos as outras pessoas da comunidade corriam o risco de terem suas casas demolidas devido às obras da linha 15 Prata do Monotrilho, ele criou um um portal de comunicação chamado Vozes da Vila Prudente para tentar buscar respostas do poder público ao mesmo tempo que informava os moradores de tudo que estava acontecendo.

Desde sua fundação, o Instituto já passou por muitos obstáculos, mas nada barrou Cesar, como bom líder que é. Com novas frentes, como cultura, esporte, qualificação profissional e geração de renda, o Vozes tem impactado a vida de milhares de pessoas. Em 2020, mais de 12 mil famílias foram beneficiadas com o nosso apoio em ações humanitárias, foram feitos mais de 2 mil atendimentos em cultura e esporte e mais de 150 pessoas foram qualificadas em cursos como vendas, maquiagem e programação.

Sobre as características para ser um bom líder, ele revela: “São várias, mas fundamentalmente precisa se ter resiliência, inspiração em alta sempre e o desejo de fazer o bem para todas as pessoas. O restante eu acho que são características secundárias. Gestão, organização, entre outros, são treináveis.

Durante sua trajetória, Cesar conta ainda que se inspirou em alguns nomes como Eduardo Lyra, CEO e fundador da Rede Gerando Falcões; Carlos Jorge, fundador e idealizador do Instituto Mandaver; Rene Silva, Fundador do jornal comunitário Voz das Comunidades; e Mônica Tarrago fundadora e diretora do Ballet Paraisópolis.


Wallace Morais
Outra figura que tem abraçado causas e lutado para impulsionar a transformação nas favelas e periferias é Wallace Morais, atual Líder da unidade do Vozes das Periferias no Jd. Sinhá, em Sapopemba.

Ele conheceu Cesar em um encontro na Paróquia São Carlos Bartolomeu. Já a relação com o Vozes começou em 2014 quando foi voluntário da primeira edição impressa do jornal. Wallace também participou, como fotógrafo, do concurso Garoto e Garota da favela, que elegeu as belezas da comunidade, e depois disso passou a integrar de vez a equipe de comunicação do Instituto, colaborando também com oficinas de fotografia em diversos lugares, incluindo no Jd. Sinhá, onde mora e atua.

Segundo ele, o trabalho com a ONG o fez ver a favela como um espaço de luta, mudando sua visão de mundo, e fazendo-o enxergar potência nas pessoas que moram em comunidades. “O Vozes é uma das paixões que tenho na vida, pois me moldou como pessoa, me ensinou a me comunicar para aqueles que vivem convivem na mesma realidade que eu e está criando a ponte para transformação da realidade do Jardim Sinhá”.
No ano passado, o Vozes das Periferias apoiou a comunidade doações de alimentos, cestas básicas, kits de higiene e itens de proteção individual, visto o cenário de pandemia e o aumento da fome que ela promoveu. Em 2021, foi a vez de oficializar de vez a parceria a fim de acabar com a desinformação, com a fome, e promover mais oportunidades por meio de qualificação profissional, empregabilidade e comunicação comunitária. “Criar estas novas oportunidades será um marco histórico no Sinhá, que nunca foi contemplado por uma política pública ou ação civil neste nível. Queremos ajudar as pessoas a mudarem suas vidas, proporcionar mudanças sociais, econômicas, de autoestima e protagonismo, modificando a visão que a sociedade tem da favela e das pessoas de periferia”.

Quando falamos em inspiração, Wallace falou de alguns nomes, entre eles o próprio Cesar, por colocar a mão na massa e não se esconder dos problemas, e toda a equipe do Jd. Sinhá: Eduardo, Michelly, Grazielli, Peterson, Cássia, Robson e Danilo. “São líderes que atuam há vários anos na comunidade, trabalhando em favor da população por meio da educação, política, assistência social e comunicação e fazem a diferença na vida de muitas pessoas. É um orgulho poder olhar para o lado e ter pessoas em que posso me espelhar construindo uma nova realidade para o lugar em que moramos e me transformando ao mesmo tempo", finalizou.

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