painel de controle e impacto
Quer acompanhar o desempenho do Vozes e demais parceiros sociais na luta contra a Covid-19?
Clique no link e confira nossos resultados em tempo real!
Postado por acsa tayane
25/08/2020

FUTVIDA: quando a quebrada entra em jogo

Por meio do futsal, fundadores levam transformação social à comunidade e estimulam o acesso às práticas esportivas
O esporte é uma ferramenta potente, capaz de transformar a vida de muitos jovens. Visto como um instrumento educacional, a prática esportiva vai além das disputas dentro dos estádios e ginásios. Estimulando a superação de barreiras, as limitações e o respeito às diferenças, o esporte se torna um grande aliado quando o assunto é a inclusão social.

Com o objetivo de fomentar a democratização do acesso às práticas esportivas no extremo da zona leste surgiu o FUTVIDA. Com ênfase no desenvolvimento humano, social e cultural, o projeto busca trabalhar a formação cidadã e educacional dos jovens por meio do futsal. Atuante há 5 anos na comunidade da Vila Prudente, a iniciativa atende atualmente cerca de 200 alunos.

Leandro Silva é um dos idealizadores do projeto e explica que a ideia surgiu com um outro amigo que também enxergou e acreditou que a Favela da Vila Prudente poderia ser palco de grandes disputas e vitórias. Apesar das dificuldades financeiras para subsidiar a iniciativa os idealizadores sabiam o impacto que o esporte poderia oferecer na vida de jovens e moradores da periferia.

“Ver o brilho nos olhos das crianças quando elas chegam na aula faz eu perceber que todo o esforço valeu a pena. Só tenho a agradecer o carinho que as crianças têm comigo e com os outros professores. É um amor que não tem limite”, comenta Leandro.
Diante das carências estruturais e com o intuito de buscar recursos para manter o projeto efetivamente de pé, o FUTVIDA firmou uma parceria como coletivo Vozes das Periferias “A parceria com o vozes possibilitou muitos benefícios para o nosso projeto, desde novos equipamentos e materiais esportivos até no auxílio da alimentação dos nossos alunos”, diz o coordenador.

O projeto está crescendo na comunidade e, mudando a rotina de crianças e adolescentes. Para Leandro, iniciativa não ensina somente o esporte, mas também a convivência em grupo, empatia e o trabalho em equipe, “Usar o esporte como uma ferramenta para impulsionar a mudança social, a educação e tê-la como apoio é uma forma de proteger os jovens do nosso mundo. O nosso objetivo é proporcionar oportunidades e fazer com que lá na frente nossos alunos se tornem pessoas de bem e que não desviem para caminhos errados”, finaliza.
Compartilhe nosso conteúdo!
notícias relacionadas
Mikaelly, 16 anos
Mikaelly, 16 anos, é aluna de qualificação do Vozes das Periferias. Em 2019, se formou no curso de Arquitetura e foi convidada, junto com outros 3 colegas de classe, a criar o projeto de reforma do nosso escritório. O espaço passou por uma grande mudança e hoje conseguimos utilizar muito melhor nossas salas.A jovem também realizou outros cursos da área de tecnologia e comunicação, e seu crescimento está sendo muito maior do que o esperado."O Vozes é uma escada para as realizações do meu sonho. Lá eu aprendi que para você vencer tem que ter, acima de tudo, garra".Mika também é voluntária de operações gerais e nos auxilia em nossas atividades de esporte, cultura e qualificação profissional. Sem dúvidas, essa jovem sonhadora ainda vai conquistar o mundo.
Luiz Alberto, 20 anos
Luiz foi aluno do curso de Gestão de Projetos, em parceria com a Comparex, em 2018. A dedicação do jovem durante as aulas o fez estar entre os melhores, concorrendo por uma vaga de emprego na empresa apoiadora."Participar deste curso foi um divisor de águas em minha vida profissional e pessoal, porque lá eu e meus colegas aprendemos muito mais do que as práticas de gestão de projetos, nós aprendemos valores que levaremos para a vida como o #TamoJunto e o #VaiKida".Hoje, Luiz trabalha na SoftwareONE, antiga Comparex, onde cresce a cada dia junto com profissionais qualificados e trilha a sua carreira. Sem dúvidas, essa oportunidade mudou a vida do jovem e abriu diversas portas, transformando sua história e a de sua família.
Kelvin, 8 anos, e Kelveson, 11
Os irmãos Kelvin, 8 anos, e Kelveson, 11, são alunos da oficina de Dança de Rua do Vozes das Periferias e dão um show de talentos.Os b-boys fazem da arte a força para superar qualquer dificuldade e só abaixam a cabeça se for um passo da dança. Eles se dedicam a aprender e a serem melhores a cada dia, desde o hip hip até o passinho do funk. Os meninos ainda se apresentam em locais como a Av. Paulista e estações do metrô, mostrando que a favela é potência e cultura de rua pode chegar onde quiser.
Kayrone, 15 anos
Kayrone, 15 anos, é aluna da oficina de Jiu Jitsu do Vozes das Periferias e voluntária do projeto auxiliando os mais novos durante a aula. Desde o início se mostrou muito interessada e pró-ativa, querendo aprender sempre mais. A princípio seu objetivo era usar o esporte como uma forma de autodefesa, já que os casos de violência contra mulher estão cada vez maiores. Mas com o tempo foi se encantando e trazendo o Jiu Jitsu para vida."O que eu mais gosto no jiu é que independente da sua faixa ou tempo de treino todos se ajudam e crescem juntos".Hoje, Kayrone treina na Academia Nova União SP Mooca, onde ganhou uma bolsa graças a ponta feita pelo atleta e professor Erick Silva.Sua força e garra representa a classe feminina das favelas. Voe alto!