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Postado por Talita Fiocchi
27/08/2020

Grêmio Vila Prudente: dedicação vermelho e branco

A paixão pelo futebol e time de várzea no coração da favela
Por ser uma das maiores paixões nacionais, é muito comum que o futebol seja o primeiro esporte a termos contato e que ele nos acompanhe por muito tempo - se não por toda a vida e gerações.

Fundado em 1958, dentro da favela da Vila Prudente, o Grêmio Vila Prudente é um importante time da várzea. Sua tradição se une à história das pessoas que o integram, exemplo disso é William “Cafu”, que iniciou sua história no clube aos 15 anos e hoje, com 34, joga e é membro da diretoria.

A história do Grêmio é acompanhada de muito suor e amor, como contou o presidente do clube, Juninho, “No Papo de Várzea” da TVila: “o fardamento que a gente tinha, a gente usava pro primeiro e pro segundo quadro. Não tinha dois fardamentos na época. O meião era rasgado, o transporte... Eu mesmo já cheguei a ir no campo, pegar meu carro e ir duas, três vezes pra levar jogador (...) Isso é uma história que a gente construiu e que a gente tenta passar pro pessoal de hoje”. A diretoria do clube divide seu tempo entre vida pessoal, profissional e atividades do clube, incluindo venda de rifas e camisas do clube, por exemplo. Tal dedicação reflete em sua leal torcida, que contribui de diversas formas, como tocar na bateria durante os jogos, fornecer transporte e pendurar bandeiras.
A proximidade na relação do clube com suas torcidas Esquadrilha da Fumaça e Gremáticas fica bastante evidente nas redes socias, onde podemos ver diversas fotos de seus torcedores vestido vermelho e branco, cores do Grêmio. O espaço também é utilizado para contribuir na divulgação de artistas periféricos. Mas o apoio à comunidade vai muito além do ambiente virtual: Cafu nos conta que o time procura ajudar projetos sociais locais, como por exemplo, permitindo o uso de sua sede para distribuição de cestas básicas, e contribuindo com doações a instituições de bairros próximos.

Sobre os momentos complicados passados pelo time, Juninho relatou ao TVila: “Foi uma epoca muito dificil, a gente era desacreditado, mas com força de vontade e perseverança a gente conseguiu chegar [onde estamos hoje]”, e nos indica que a tradição do clube deve ecoar nas próximas gerações: “a nossa missão é dar continuidade a isso: o filho do Cafu jogar, filho do Banha (diretor do Grêmio) jogar”.

Grêmio da Vila Prudente
A paixão pelo futebol e time de várzea
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