painel de controle e impacto
Quer acompanhar o desempenho do Vozes e demais parceiros sociais na luta contra a Covid-19?
Clique no link e confira nossos resultados em tempo real!
Postado por TALITA FIOCCHI
02/07/2021

KFF Records: amplificando vozes na quebrada

Produtores musicais da Zona Norte de São Paulo contam um pouco da sua história e projetos
A KFF Records fica localizada no Jova Rural, periferia da Zona Norte de São Paulo, e começou em 2018 com o objetivo de amplificar as vozes de artistas independentes da região. Conversamos com os produtores musicais Onze Maestro e André Otoni para conhecer mais da história deles e da KFF Records.

Onze dança break, faz parte do movimento hip hop desde seus 11 anos e em 2008 gravou seu primeiro rap com um amigo. Criou a batalha Central das Rimas em Joinville, onde morou por alguns anos e trabalhou com outras atividades até voltar para São Paulo em 2018. O produtor musical aprendeu por conta própria, através da internet, como produzir músicas para o seu grupo de rap, o Futuro 47, mas só em 2018 começou a produzir para outras pessoas, formando a KFF Records.

A história de André, produtor e instrumentista da KFF, também foi cercada pela música. Desde cedo ele escuta rap, rock e teve muita influência dos seus irmãos para tocar violão, guitarra e baixo. Com isso, André fez parte de bandas de rock e grupos de rap.

Apesar de cada um apontar alguns nomes como inspirações musicais, Mano Brown é um nome em comum entre eles, que também concordam que crescer na quebrada influencia muito na música que eles fazem na KFF.
André Otoni e Onze
Maestro em estúdio
“Não tem como você escolher trabalhar numa linha só, sendo que a música é universal. É unir tudo e fazer o melhor possível”, afirma André Otoni.

Toda a experiência dos dois pode ser vista nos projetos que a KFF está trabalhando atualmente: o projeto “Contraste”, onde a produtora convida um artista para produzir uma música de um gênero musical ao qual ele não está acostumado a apresentar, o projeto “Resumo” foca no rap, trazendo questões políticas, sociais e culturais, enquanto o projeto “Quebrada Acústica” trabalha a música e o audiovisual para além do Jova Rural, buscando reforçar a importância de criar uma rede entre as quebradas de São Paulo.


Acompanhe a KFF nas redes sociais Instagram, YouTube e Facebook.
Compartilhe nosso conteúdo!
notícias relacionadas
Mikaelly, 16 anos
Mikaelly, 16 anos, é aluna de qualificação do Vozes das Periferias. Em 2019, se formou no curso de Arquitetura e foi convidada, junto com outros 3 colegas de classe, a criar o projeto de reforma do nosso escritório. O espaço passou por uma grande mudança e hoje conseguimos utilizar muito melhor nossas salas.A jovem também realizou outros cursos da área de tecnologia e comunicação, e seu crescimento está sendo muito maior do que o esperado."O Vozes é uma escada para as realizações do meu sonho. Lá eu aprendi que para você vencer tem que ter, acima de tudo, garra".Mika também é voluntária de operações gerais e nos auxilia em nossas atividades de esporte, cultura e qualificação profissional. Sem dúvidas, essa jovem sonhadora ainda vai conquistar o mundo.
Luiz Alberto, 20 anos
Luiz foi aluno do curso de Gestão de Projetos, em parceria com a Comparex, em 2018. A dedicação do jovem durante as aulas o fez estar entre os melhores, concorrendo por uma vaga de emprego na empresa apoiadora."Participar deste curso foi um divisor de águas em minha vida profissional e pessoal, porque lá eu e meus colegas aprendemos muito mais do que as práticas de gestão de projetos, nós aprendemos valores que levaremos para a vida como o #TamoJunto e o #VaiKida".Hoje, Luiz trabalha na SoftwareONE, antiga Comparex, onde cresce a cada dia junto com profissionais qualificados e trilha a sua carreira. Sem dúvidas, essa oportunidade mudou a vida do jovem e abriu diversas portas, transformando sua história e a de sua família.
Kelvin, 8 anos, e Kelveson, 11
Os irmãos Kelvin, 8 anos, e Kelveson, 11, são alunos da oficina de Dança de Rua do Vozes das Periferias e dão um show de talentos.Os b-boys fazem da arte a força para superar qualquer dificuldade e só abaixam a cabeça se for um passo da dança. Eles se dedicam a aprender e a serem melhores a cada dia, desde o hip hip até o passinho do funk. Os meninos ainda se apresentam em locais como a Av. Paulista e estações do metrô, mostrando que a favela é potência e cultura de rua pode chegar onde quiser.
Kayrone, 15 anos
Kayrone, 15 anos, é aluna da oficina de Jiu Jitsu do Vozes das Periferias e voluntária do projeto auxiliando os mais novos durante a aula. Desde o início se mostrou muito interessada e pró-ativa, querendo aprender sempre mais. A princípio seu objetivo era usar o esporte como uma forma de autodefesa, já que os casos de violência contra mulher estão cada vez maiores. Mas com o tempo foi se encantando e trazendo o Jiu Jitsu para vida."O que eu mais gosto no jiu é que independente da sua faixa ou tempo de treino todos se ajudam e crescem juntos".Hoje, Kayrone treina na Academia Nova União SP Mooca, onde ganhou uma bolsa graças a ponta feita pelo atleta e professor Erick Silva.Sua força e garra representa a classe feminina das favelas. Voe alto!