painel de controle e impacto
Quer acompanhar o desempenho do Vozes e demais parceiros sociais na luta contra a Covid-19?
Clique no link e confira nossos resultados em tempo real!
Postado por REDAÇÃO VILA PRUDENTE
25/02/2021

Monotrilho linha 15-Prata avança e falta informações para famílias

Moradores da Favela da Vila Prudente temem perder suas moradias por conta da obra para o extensão da via
Não é de hoje que famílias que residem na favela mais antiga de São Paulo sentem medo e a falta de informações claras a respeito do trajeto da linha 15 Prata do metrô. Desde o início das obras do meio de transporte, ainda por volta de 2014, famílias vivem sob a persistente pergunta que está sem resposta: continuarão vivendo em suas casas?
Obra está a duas ruas de impactar a Favela da Vila Prudente
Projetos encontrados na internet dão conta que o trajeto da via em que passará o transporte que ligará a estação Vila Prudente até o Ipiranga passará à frente da comunidade. No entanto, não se encontra informações ou responsáveis por comunicar e/ou responder as dúvidas dos moradores há algum tempo, mesmo com a persistente busca do grupo de representantes dos locais.

Enquanto não se tem respostas as obras seguem andando como é possível ver em fotos. Nossa equipe em procura por elucidar alguns questionamentos iniciou uma vasta pesquisa na internet, decretos e sites ligados aos órgãos públicos. O que encontrou está no portal Via Trolebus, que dá a informação de que o trecho da avenida Professor Luiz Ignacio de Mello, Maria Daffré e Dianópolis será interditado para intervenção no canteiro central.

Ainda nas redes da Via Trolebus, portal especializado em transporte público, há um vídeo que demonstra a previsão de término desta ligação até 2024. Mas, ainda assim os moradores sentem uma devastadora angústia.
Moradores sentem medo
A ONG Vozes das Periferias, que iniciou seus trabalhos em 2013 e trabalha com moradores da comunidade diz por meio de seu fundador que famílias estão apreensivas pela falta de informação e o pleno avanço das obras. Cesar Gouveia, 30, que é o fundador do Instituto Vozes das Periferias | Rede Gerando Falcões, comunica há alguns anos notícias sobre a favela.

“O Vozes nasceu justamente por essa demanda de informações. Mas 7 anos depois o problema persiste e a falta de comunicação para com os moradores continua e eles não sabem absolutamente nada a respeito dessa obra que pode inevitavelmente afetar milhares de vidas”, disse ele.
Segundo conta sem mencionar nomes, há conversas que circulam entre os moradores onde estão sendo visto equipes técnicas visitando pontos específicos na comunidade. “A gente sabe disso porque estamos lá quase que diariamente intervindo com acesso à cultura, esporte e muitas outras oportunidades. Os responsáveis de nossos alunos e alunas contam que funcionários da obra estão marcando as casas das áreas que sofrerão com uma possível remoção”, disse ele.
Veja mais a respeito do impacto e possível remoção de moradores da Favela da Vila Prudente.
Compartilhe nosso conteúdo!
notícias relacionadas
Mikaelly, 16 anos
Mikaelly, 16 anos, é aluna de qualificação do Vozes das Periferias. Em 2019, se formou no curso de Arquitetura e foi convidada, junto com outros 3 colegas de classe, a criar o projeto de reforma do nosso escritório. O espaço passou por uma grande mudança e hoje conseguimos utilizar muito melhor nossas salas.A jovem também realizou outros cursos da área de tecnologia e comunicação, e seu crescimento está sendo muito maior do que o esperado."O Vozes é uma escada para as realizações do meu sonho. Lá eu aprendi que para você vencer tem que ter, acima de tudo, garra".Mika também é voluntária de operações gerais e nos auxilia em nossas atividades de esporte, cultura e qualificação profissional. Sem dúvidas, essa jovem sonhadora ainda vai conquistar o mundo.
Luiz Alberto, 20 anos
Luiz foi aluno do curso de Gestão de Projetos, em parceria com a Comparex, em 2018. A dedicação do jovem durante as aulas o fez estar entre os melhores, concorrendo por uma vaga de emprego na empresa apoiadora."Participar deste curso foi um divisor de águas em minha vida profissional e pessoal, porque lá eu e meus colegas aprendemos muito mais do que as práticas de gestão de projetos, nós aprendemos valores que levaremos para a vida como o #TamoJunto e o #VaiKida".Hoje, Luiz trabalha na SoftwareONE, antiga Comparex, onde cresce a cada dia junto com profissionais qualificados e trilha a sua carreira. Sem dúvidas, essa oportunidade mudou a vida do jovem e abriu diversas portas, transformando sua história e a de sua família.
Kelvin, 8 anos, e Kelveson, 11
Os irmãos Kelvin, 8 anos, e Kelveson, 11, são alunos da oficina de Dança de Rua do Vozes das Periferias e dão um show de talentos.Os b-boys fazem da arte a força para superar qualquer dificuldade e só abaixam a cabeça se for um passo da dança. Eles se dedicam a aprender e a serem melhores a cada dia, desde o hip hip até o passinho do funk. Os meninos ainda se apresentam em locais como a Av. Paulista e estações do metrô, mostrando que a favela é potência e cultura de rua pode chegar onde quiser.
Kayrone, 15 anos
Kayrone, 15 anos, é aluna da oficina de Jiu Jitsu do Vozes das Periferias e voluntária do projeto auxiliando os mais novos durante a aula. Desde o início se mostrou muito interessada e pró-ativa, querendo aprender sempre mais. A princípio seu objetivo era usar o esporte como uma forma de autodefesa, já que os casos de violência contra mulher estão cada vez maiores. Mas com o tempo foi se encantando e trazendo o Jiu Jitsu para vida."O que eu mais gosto no jiu é que independente da sua faixa ou tempo de treino todos se ajudam e crescem juntos".Hoje, Kayrone treina na Academia Nova União SP Mooca, onde ganhou uma bolsa graças a ponta feita pelo atleta e professor Erick Silva.Sua força e garra representa a classe feminina das favelas. Voe alto!