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Postado por Amanda Alves
16/10/2020

Podcast: ferramenta de informação e entretenimento

O Brasil é o segundo maior mercado no segmento dentro das plataformas de áudio
O podcast é um serviço disponibilizado em streamings de áudios, surgiu por volta do ano 2000. Atualmente faz do Brasil o segundo maior mercado no segmento, ficando atrás somente dos Estados Unidos. Pesquisa do ibope aponta que 40% dos usuários de internet no país são ouvintes de programas de áudio sob demanda, atualmente, existem por volta de 500 mil programas disponibilizados só no Spotify.

Os criadores do programa “O pipoqueiro” se conheceram nos corredores da faculdade de Psicologia. Fabio Castilho, 28, Marlon Corrêa, 30, e Patrick Stefanini, 23, moradores de São Miguel Paulista, Itaquera e Tiradentes, regiões na zona leste de São Paulo.

Patrick é o idealizador do projeto e explica que a ideia surgiu escutando um outro podcast sugerido pelo amigo (Fabio) que também é um pipoqueiro (apelido dado aos integrantes do programa). Para os amigos, a semelhança na comunicação fez com que o interesse por gravar conversas entre eles viesse à tona, e que isso seria interessante para mais pessoas. “A gente sempre gostou de falar e conversar muito”, afirmam.

Em junho de 2019 foi lançado o primeiro episódio do programa, mas foi em outubro do mesmo ano que o projeto tomou forma com novos equipamentos. Até então, já foram lançados 19 episódios.
O importante para os idealizadores é dialogar sobre a questão e não impor regras. Afirmam que, é necessário pensar diferente uns dos outros, pois isso faz parte do processo criativo. Os temas devem ser interessantes para que as pessoas reflitam e não somente escutem os episódios, o que aproxima mais ouvintes e aumenta a audiência por meio da identificação de quem escuta. “É também mostrar que a periferia não é uma massa de manobra alienada”, aponta Marlon.

Um diferencial para os podcasts é a frequência de postagens e temáticas, essas devem ser organizadas de acordo com o público alvo. A finalização do primeiro episódio de “O pipoqueiro” demorou um mês. Patrick brinca ao dizer que os tópicos são decididos brigando. “É legal você saber que uma pessoa que está no mesmo lugar que você, se identifica com o que você fala, é um processo de aprendizado e autoconhecimento”, diz.

Foto: Divulgação
No começo do programa as maiores dificuldades eram a edição e materiais necessários, atualmente, são as decisões de pautas. “É algo que consome muito tempo e energia”, conclui Patrick. Para os amigos, a divisão de tarefas gera um formato novo ao programa. No começo somente um deles ficava responsável por todo o processo de edição, com o tempo cada um aderiu funções.

Em levantamento de dados da plataforma Deezer, o consumo de podcast cresceu 67% em 2019. Do primeiro episódio até o último lançado, exigiu do grupo uma jornada de descobertas. Um meio que se mostra democrático e com facilidade de manuseio.

“Podemos falar abertamente sobre assuntos diversos sem problema nenhum”, comenta Fabio.

No início do programa os ouvintes não passavam de 30 e depois de um episódio de maior repercussão, surgiram 4 mil novos ouvintes ao programa.

Quem é “O pipoqueiro”?
É um sentido de pipocar, segundo os amigos. Parafraseando um texto de Rubem Alves, “A Pipoca”. Marlon diz “A pipoca quando submetida a pressão ela estoura, tal qual a periferia”. Para Fabio o pipoqueiro é “Não se contentar com o trivial, o cotidiano, o dia a dia, temos que falar das nossas vidas”. O foco do grupo é deixar ideias fluírem, assim como o pipoqueiro, pois o mesmo deixa a vida mais satisfatória. “O pipoqueiro tange toda a periferia”, finaliza Patrick
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