painel de controle e impacto
Quer acompanhar o desempenho do Vozes e demais parceiros sociais na luta contra a Covid-19?
Clique no link e confira nossos resultados em tempo real!
Postado por CESAR GOUVEIA
10/02/2021

Instituto Resgatando Vidas cria mercado e reverte lucro para programas sociais

Em parceria com a Favo o Instituto criou um negócio social chamado Mercado Resgatando Vidas, onde tudo é online e com entrega rápida para a região da Vl. N. Cachoeirinha
Organização que compõe a Rede Gerando Falcões abre frente de negócio social para diversificar recursos aplicados em impacto social. O trabalho do Instituto criado em 2014 por Aron Ramos no bairro Vila Nova Cachoeirinha tem se destacado como um dos projetos mais bem estruturados da zona norte de São Paulo. Atualmente, o foco de atendimento tem sido com cultura, esporte e qualificação profissional.

O Instituto que procura diversificar suas receitas conta com a rede de ONG’s Gerando Falcões e empresas como Promofarma, Império Desintupidora e Geraldo Kulaif para impactar famílias na região norte de São Paulo. Em 2020, fez de seus esforços, em meio ao pico da pandemia pela COVID-19, o apoio e sustento para mais de 50 mil pessoas. Agora, em 2021, a ONG quer dar cerelidade e obter o máximo de visibilidade com seu negócio social criado em parceria com a Favo.
IMAGEM: reprodução pessoal.
"Nosso negócio social é fazer da comida que chega na mesa dos moradores da região norte um meio de impactar mais famílias, jovens e crianças", diz Ramos.
Segundo o presidente da organização, Aron Ramos, no Mercado Resgatando Vidas moradores do bairro tem uma forma rápida, segura e de apoio a projetos com impacto social para fazer suas compras de itens de supermercado mais baratos. “Nosso negócio social é fazer da comida que chega na mesa dos moradores da região norte um meio de impactar mais famílias, jovens e crianças. As pessoas compram online, recebem em casa e apoiam nosso time a fazer o bem pela nossa zona norte”, comenta.

O negócio social de Aron e do Instituto Resgatando Vidas tem como objetivo gerar renda para dentro da favela e localmente resolver os problemas sociais. Para o líder da organização, o negócio ainda não é 100% a primeira opção para os consumidores do bairro, mas estão promovendo ajustes no modelo para que se torne o mercado favorito do bairro. “Identificamos alguns gaps de 2020 que estamos ajustando neste ano. Uma coisa é certa: quando a pessoa compra a primeira vez com a gente ela percebe a excelente qualidade, o preço e a praticidade. Agora, nós queremos fidelizar estes clientes”, e completa, “até o final de 2021 chegaremos a 50 empreendedores localmente integrados representando nosso mercado e empreendendo”, finaliza.
Compartilhe nosso conteúdo!
notícias relacionadas
Mikaelly, 16 anos
Mikaelly, 16 anos, é aluna de qualificação do Vozes das Periferias. Em 2019, se formou no curso de Arquitetura e foi convidada, junto com outros 3 colegas de classe, a criar o projeto de reforma do nosso escritório. O espaço passou por uma grande mudança e hoje conseguimos utilizar muito melhor nossas salas.A jovem também realizou outros cursos da área de tecnologia e comunicação, e seu crescimento está sendo muito maior do que o esperado."O Vozes é uma escada para as realizações do meu sonho. Lá eu aprendi que para você vencer tem que ter, acima de tudo, garra".Mika também é voluntária de operações gerais e nos auxilia em nossas atividades de esporte, cultura e qualificação profissional. Sem dúvidas, essa jovem sonhadora ainda vai conquistar o mundo.
Luiz Alberto, 20 anos
Luiz foi aluno do curso de Gestão de Projetos, em parceria com a Comparex, em 2018. A dedicação do jovem durante as aulas o fez estar entre os melhores, concorrendo por uma vaga de emprego na empresa apoiadora."Participar deste curso foi um divisor de águas em minha vida profissional e pessoal, porque lá eu e meus colegas aprendemos muito mais do que as práticas de gestão de projetos, nós aprendemos valores que levaremos para a vida como o #TamoJunto e o #VaiKida".Hoje, Luiz trabalha na SoftwareONE, antiga Comparex, onde cresce a cada dia junto com profissionais qualificados e trilha a sua carreira. Sem dúvidas, essa oportunidade mudou a vida do jovem e abriu diversas portas, transformando sua história e a de sua família.
Kelvin, 8 anos, e Kelveson, 11
Os irmãos Kelvin, 8 anos, e Kelveson, 11, são alunos da oficina de Dança de Rua do Vozes das Periferias e dão um show de talentos.Os b-boys fazem da arte a força para superar qualquer dificuldade e só abaixam a cabeça se for um passo da dança. Eles se dedicam a aprender e a serem melhores a cada dia, desde o hip hip até o passinho do funk. Os meninos ainda se apresentam em locais como a Av. Paulista e estações do metrô, mostrando que a favela é potência e cultura de rua pode chegar onde quiser.
Kayrone, 15 anos
Kayrone, 15 anos, é aluna da oficina de Jiu Jitsu do Vozes das Periferias e voluntária do projeto auxiliando os mais novos durante a aula. Desde o início se mostrou muito interessada e pró-ativa, querendo aprender sempre mais. A princípio seu objetivo era usar o esporte como uma forma de autodefesa, já que os casos de violência contra mulher estão cada vez maiores. Mas com o tempo foi se encantando e trazendo o Jiu Jitsu para vida."O que eu mais gosto no jiu é que independente da sua faixa ou tempo de treino todos se ajudam e crescem juntos".Hoje, Kayrone treina na Academia Nova União SP Mooca, onde ganhou uma bolsa graças a ponta feita pelo atleta e professor Erick Silva.Sua força e garra representa a classe feminina das favelas. Voe alto!